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18/12/11

Á beira de Beiras: vídeo da intervención de Beiras (17-12-2011).


Vídeo da intervención de Xosé Manuel Beiras no acto de homenaxe "Á beira de Beiras". Recollido por X. M. Pena para teleirmandinha.

22/11/11

Audio da rolda de prensa de Beiras (21-11-2011).

Tirado do site do Encontro Irmandiño (aquí). O Portavoz do Encontro Irmandiño califica o resultado das eleccións do 20-N coa maioría absoluta do PP como un auténtico desastre para a democracia.

Beiras avisa de que a Asemblea de xaneiro será o derradeira oportunidade para rexenerar o BNG e pide sensatez á dirección do mesmo.

Felicítase de que Galiza aínda sega a ter representación nas Cortes do Estado a pesares de que o BNG foi incapaz de “aproveitar” a debacle do PSOE, como tería acontecido noutras ocasións hai anos, e pola contra
baixase 30.000 votos máis.

1ª parte



2ªparte



3ª parte



4ª parte



5ª parte



6ª parte



7ª parte

10/10/11

Xornada de Folga na RTVG.

Informativo feito polos traballadores da RTVGa contra a privatización do ente público.

30/03/11

Inside Job

Recomendamos que antes vejades esta outra ligaçom. A presente resenha foi tirada de aqui.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVvgXD7zDvqQ7bYEO5hY__PfvuSil552xj9zWcqmTyFKPsi6Et_GBfDesin3eOQ1S4Oh-dgwuksnADSg3PZI0UODVn5O03WnGio87t8_FplJYYKikmeUG3b3I8Cu8G2OOJdXW-zqCzMBw/s200/Trabalho+Interno.jpg
Sensacional! Eu não poderia encontrar uma palavra que expressasse melhor a minha satisfação pelo que vi. Estou me referindo ao documentário “Inside Job”, premiado com o Oscar 2011, denominado em português Trabalho Interno, sabe-se lá por que [também Trabalho Confidencial].
Segundo Luis Gonzaga Beluzzo(1) Inside Job é uma expressão idiomática e não caberia uma tradução literal. O documentário é dirigido por Charles Ferguson, que não chega a ser um cineasta famoso. Empresário e formado em matemática ele conseguiu realizar um trabalho brilhante que consegue expor com rara clareza todo o processo que culminou com a grave crise econômica de 2008, cujo ápice se deu com a quebradeira de três das principais instituições financeiras dos EUA: Lehman Brothers, Merrill Lynch e AIG, e com o efeito cascata gerado por especulação desenfreada com o uso de hipotecas e empréstimos subprimes.
Aconselho a todas as pessoas, que tem interesse em saber o real funcionamento do sistema capitalista, nessa etapa de financeirização, e inclusive, da mais completa e definitiva relação entre aqueles que controlam o dinheiro e o Estado, a assistirem Inside Job. E também para melhor entender essa relação com o poder político, que determina a maneira como se controlam os mecanismos que garantem a acumulação da riqueza nas mãos de uma ínfima minoria. Tudo isso é mostrado às claras no documentário. As entrevistas, algumas delas feitas com personagens que estiveram no centro do escândalo, chegam a ser hilárias, diante da maneira como Ferguson derruba todos os argumentos que são apresentados a partir de uma competente pesquisa com informações sobre o envolvimento de cada um abertamente ou feito de forma dissimulada.
Tudo começa e gira em torno da chamada “desregulamentação”. Naquele ano de 2008, quando estourou a crise econômica, na primeira aula que dei para uma turma de Geopolítica, após apresentar um outro documentário, igualmente imperdível, “Enron, os mais espertos da sala”, escrevi no quadro este palavrão – desregulamentação – e disse aos alunos que me assistiam que certamente dali em diante eles ouviriam muito essa palavra. Eu já tinha informações, por leituras alternativas na internet em blogs como Carta Maior, Vermelho e acompanhando a revista Carta Capital, que a crise já se avizinhava. Afinal, desde o final de 2007 (e agora se sabe, bem antes, como é mostrado em Inside Job) era perceptível aos analistas independentes, mais críticos do comportamento neoliberal, que se aproximava uma grave crise imobiliária nos EUA. Resolvi começar minhas aulas, então, tratando dessa temática, porque pelas leituras que eu fazia era possível perceber que teríamos pela frente uma crise de uma enorme gravidade, de tal forma que colocaria em xeque toda a política neliberal, de desgulamentação e de evitar que o Estado estabelecesse formas de controle sobre os ganhos de capital e sobre a movimentação financeira mundo afora.
Desregulamentação, enfim, veio a ser todo o processo político e econômico que possibilitou uma enorme virada na economia mundial e deu início ao que passou a se chamar “Globalização”. Partia-se do princípio que era necessário a economia ver-se livre de todas as amarras que eram impostas pelo Estado e garantir ampla liberdade para o comércio mundial. Mas, o que não se percebeu no primeiro momento, era que essa liberdade reivindicada tinha como alvo principal a movimentação do capital financeiro pelo mundo. Claro, também para as mercadorias. Mas a mercadoria mais importante a ser “libertada” era o dinheiro, garantindo-se a especuladores todas as possibiidades de “inventar” fórmulas que garantissem às grandes corporações aumentar de forma espetacular os seus lucros.
Transformou-se, assim, o mundo em um verdadeiro cassino e fez de analistas e acadêmicos das famosas escolas de administração, economia e finanças dos EUA, espertos oportunistas que foram os responsáveis para teorizarem, tornarem-se consultores e até mesmo assumirem cargos elevados da alta administração das finanças estadunidenses. Já nos anos 1980, do século XX, François Chesnais(2) e Perry Anderson(3), críticos da forma como se dava a globalização financeira, acusava ter sido criado nas escolas de administração dos Estados Unidos, tanto o termo “globalização”, assim como a idealização de toda a política ultraliberal.
Na esteira da crise do socialismo o caminho abria-se para um discurso que procurava determinar o fracasso de uma política de cunho social a partir da ação do Estado e tentava convencer a todos, e conseguiu transmitir isso à maioria das pessoas, inclusive os mais pobres, que o capitalismo era a única alternativa capaz de solucionar os problemas do mundo. Desde que se garantisse liberdade àqueles que visavam investir seus capitais em rentáveis negócios de forma a espalhar desenvolvimento por toda a parte.
O que não se via, mas que viria a ser a essência das novas políticas econômicas adotadas pelos quatro cantos do mundo, a partir de mecanismos implementados via FMI, Banco Mundial e outras “governanças” globais que se tornaram mais fortes do que os Estados Nacionais. À exceção, claro, daqueles que davam as cartas e fortaleciam seus sistemas financeiros, e ao mesmo tempo criavam leis que davam todas as liberdades para que grandes corporações transgredissem até mesmo os limites da usura e da ganância. Se é que há limite para tais perversões.
Enquanto a grande mídia mundial, deslumbrada pelo papel que a propaganda e/ou marketing passava a ter, manipulava e escondia a verdadeira face do que estava se espalhando pelo mundo, vendendo a idéia de modernização e progresso, poucos, muitos poucos, ganhavam milhões em todo esse processo. Esse é um detalhe a ser observado quando se assiste Inside Job, as cifras citadas são de valores grandiosos, a mostrar que a desgulamentação abriu as portas do “inferno” para todos os tipos de gananciosos e criminosos financeiros (ironicamente Fergusson começa o documentário dizendo que o mesmo teria custado mais de 20 trilhões de dólares, soma gasta para cobrir as quebradeiras do sistema financeiro estadunidense e mundial).
Tudo isso à custa do crescimento da pobreza no mundo, principalmente em países de onde se retirou todos os tipos de investimentos produtivos, principalmente a partir da pressão para que o Estado se afastasse de determinados setores da economia. O resultado disso se assiste hoje também com a crise da produção de alimentos e o encarecimento dos mesmos, afetando principalmente a população mais pobre.
Hoje, com a extensão da crise para todos os continentes, com menor impacto em alguns poucos países que se apoiaram em um mercado interno em expansão, percebe-se com maior clareza todo o estrago feito pelas políticas neoliberais. Mas, isso não significa que os agentes responsáveis pela quebradeira, pela ação gananciosa que ampliou a pobreza inclusive em países como os Estados Unidos, tenham sido punidos por isso. Ao contrário, o próprio documentário mostra que muitos deles ocupam hoje cargos importantes na estrutura administrativa daquele país, indicado por Barack Obama, ilusoriamente visto como a saída para o caos econômico que os atingiu. O documentário explica isso.
Sugiro que antes de verem Inside Job, assistam outros dois documentários, que eu inclusive já citei aqui mesmo neste blog, quando apresentei a proposta do mini-curso que realizei, “Decifrando o sistema capitalista”. O primeiro deles, que falei anteriormente, é “ENRON, os mais espertos da sala”, o outro, CORPORATION, e se tiverem tempo, vejam também, de Michael Moore, Capitalismo, uma história de amor. A partir daí será difícil entender porque tantos defendem que o capitalismo é o melhor sistema para a humanidade.
Seria cômico, se não fosse trágico.
O que deduzimos de Inside Job é que a maioria dos seres humanos não vivem no sistema ali mostrado. Vivem sob ele. Quero dizer que a enorme maioria das pessoas vive no submundo do que se pode caracterizar como Capitalismo. Algo já dito, de outra maneira, pelo historiador francês Fernand Braudel, para quem o capitalismo deveria ser dividido em uma economia superior, onde se faz o capital, e uma economia inferior, onde praticamente as pessoas trabalham e produzem para sobreviverem. Aí se encontra a enorme maioria da população. O impressionante é a quantidade daqueles que, vivendo nesse submundo, são submetidos à uma verdadeira lavagem cerebral e acreditam poder atingir a riqueza daqueles que controlam os meios pelos quais ela é conquistada. Talvez isso explique, pela ganância que caracteriza sempre essa obsessão, porque há tanta corrupção no mundo.
Mas é evidente que creio ser possível superar os abusos do capitalismo. Pode-se mesclar algumas coisas que são positivas, com a necessidade de se distribuir a riqueza de forma mais democrática. E o Estado é essencial para isso, portanto é necessário que o mesmo possa regular os abusos cometidos por verdadeiros psicopatas financeiros (como os apresentam o documentário Corporation). Não sou pessimista. E jogo no time dos que acreditam que um outro mundo é possível!



NOTAS:
(1) Inside Job, documentário imperdível. Artigo de Luis Gonzaga Beluzzo, publicado originalmente no jornal Valor Econômico. (http://fmauriciograbois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=12&id_noticia=4957)
(2) CHESNAIS, François. “A emergência de um regime de acumulação financeira” in Praga, estudos marxistas, número 03. São Paulo: editora hucitec, 1997.
(3) ANDERSON, Perry. “Balanço do neoliberalismo”, in SADER, Emir e GENTILI, Pablo (org.), Pós-neoliberalismo – as políticas sociais e o Estado democrático. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1995

19/01/11

Intervención de Beiras na clausura da IIIª Asemblea do EI

Video coa intervención do portavoz nacional do Encontro Irmandinho, Xosé Manuel Beiras Torrado, na sesión de clausura do primeiro plenario da III Asemblea Nacional, o pasado 15 de xaneiro.

29/05/10

Acto do Encontro Irmandinho em Bueu (29-05-2010).



Reproduzimos por escrito a intervençom de Laura Ogando, vareadora de Bueu:

Boas tardes a todas e a todos:

Contaba eu con 13 anos de idade, cando aló polo ano 1993 o meu pai tivo a marabillosa idea de levarme a un mitín no Teatro Malvar de Pontevedra: estábamos en Eleccións á Xunta de Galiza; a verdade é que para unha rapaza desa idade e sen mediar xa, como diría Jung, un complexo de Electra na relación paterno-filial; un acto deste tipo non necesariamente tiña que ser atraente para unha moza da miña idade: a cuestión é que foi transcurrindo o acto e xa se notaba certa expectación no ambiente; a xente estaba a esperar ó candidato, o que xa en marzo dese mesmo ano petara na mesa do parlamento con un elocuente zapatazo ao máis puro estilo Kruschev; e por fin, saiu, saiu Xosé Manuel Beiras, político e economista e tamén hoxe en día un dos escritores de referencia na nosa literatura contemporánea.

Mais que foi o que vín eu; pois un "animal político", un home combativo, que non violento; que se dirixía a nós, aos cidadáns e cidadás e que nos falaba en clave de autodeterminación para Galiza e da transformación da sociedade. Hai que lembrar que no ano 1993 estábamos ao igual que hoxe inmersos nunca crise terrible onde se manexaban datos que sumados ó ano 92 sumaban a perda de 60.000 postos de traballo equivalentes ó 6% do emprego existente, cifra dabondo explicativa da gravísima crise que pesaba sobre a estructura económica, industrial e social do país.

Nesas eleccións pasamos de ter 5 a ter 13 deputados no Parlamento de Galiza: a mensaxe chegara ó pobo, o que é soberano. Eu se puidera votar daquela xa o tiña claro!! Porque foi naquel preciso momento, inda o teño claro na miña mente e nos meus recordos, cando tomei consciencia de país; cando xa decidín que dunha maneira ou doutra que o que quería facer da miña vida era combater, combater por unha Galiza liberada e luitar por unha sociedade libre de exploracións.

Algo que lle vou ter que agradecer o señor Beiras, aquí hoxe presente; que me foi capaz de transmitir; e podo asegurar que aínda hoxe en día os seus 74 anos: o seu amor e luita apaixoada polo que é noso, a nosa cultura, o noso idioma, o noso pobo...

A súa traxectoria política é por todos e todas coñecida. Foi quen de con 18 deputados no ano 1997 pasar a ser a segunda forza política de Galiza, sempre foi un dos políticos deste país que non só fixo traballo institucional,que tamén, senon que dá a cara cando hai que defender os intereses dos traballadores e traballadoras da nosa terra. Aínda temos na memoria cando nun mes de agosto, hai anos, estando Beiras veraneando aquí en Bueu, abandonou o seu descanso para defender os dereitos dos traballadores de Herema. Así, e dende este bo facer no 2007, xunto con un grupo de militantes, Beiras funda o Encontro Irmandiño, colectivo que estamos dentro do BNG e que defendemos unha volta aos principios fundacionais do Bloque como a democracia interna, o asamblearismo e a comunicación fluída entre os estamentos da organización e que imos camiño da nosa III Asamblea Nacional no mes de xullo e na cal vos convido a participar seguindo os diferentes actos que imos ter na comarca.

E como xa dicía antes, non me quero estender. Ao igual que no 93 hoxe por desgraza tamén el nos vai falar da crise; unha crise que 17 anos despois seguen a pagar os mesmos, os que non temos culpa.