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23/09/11

[Dossier III] 3 anos da queda de Lehman Brothers


Senhores, não estejam tão contentes com a derrota [de Hitler]. Porque embora o mundo se tenha posto de pé e teha detido ao Bastardo, a Puta que o pariu anda quente novamente. 6/5/1945, Bertolt Bercht refirindo-se ao capitalismo como causa do fascismo.

Quando se cumprem três anos da queda de Lehman Brothers, em segunda-feira 15 de setembro, assistimos impávidos a reformas laborais, injecçons BILHONÁRIAS à banca, a bancarizaçom das caixas e múltiplos recortes na despesa social que ainda estám por vir. Todo isto quando o sistema-mundo capitalista está entrando no foso dumha Grande Depresom que entra numha nova e mais virulenta fase.

Com a queda do Lehman começou um colapso económico que já dura três anos e que jogou ao desemprego a mais 40 mulhons no mundo; jogou a mais de 1.000.000.000 de pessoas à fame; quedárom milheiros de empresas e até estados; inumeráveis famílias desestruturadas, etc. 

Iniciamos este DOSSIER, de maneira sucinta, com um imperdível artigo de Walden Bello: "Todo o que vostede quere saber sobre a orixe da crise, mais que teme nom percebelo". Nele o professor relaciona a crise com a sobreproduçom da década de 70 até a actual de sobreacumulaçom após décadas de ultraliberalismo galopante e com uns juros gregos que andam no 150%.Um ABC da crise actual que paga a pena ser lido com detemento.

Dean Baker fai um repasso dos últimos três anos em "Lehman Brothers: tres anos de negación" e o panorama que apresenta nom é nada esperançado. Como o economista norte-americano indica os mesmos que tinham o poder antes da crise seguem-no detendo agora, polo que criárom umha ignomínia por história oficial e asseguram-se de que gente ouça muito pouco que saia da ortodoxia ultraliberal que conduz ao mundo ao suicídio económico. Resulta bastante perturbador que os ambiciosos da indústria financeira e os seus apoios do mundo da política podam devastar a economia e arruinar milhons de vidas, e seguir mantendo o controlo da política sem sofrerem eles mesmo apenas as consequências. Porém, porquê é que  teriamos que esperar outra cousa?

Mais amplo e coevo da queda do Lehman é o artigo de Michael Hudson,  "O resgate de todos os resgates: golpe de Estado cleptocrata nos EUA".  Em seu célebre livro Caminho da Servidão, Friedrich von Hayek e seus meninos de Chicago insistiam que a servidume viria da planificaçom e da regulaçom estatais. Essa visom caminhava na direçom contrária a dos reformadores clássicos da Era Progressista, que concebiam a ação do Estado como a do cérebro da sociedade, como a linha diretriz para modelar os mercados e liberá-los dos especuladores rentistas, ou seja, da renda que não fosse contrapartida do desempenho de um papel necessário na produção.

  A teoria da democracia fundava-se no pressuposto de que os eleitores atuariam movidos pelo próprio interesse. Os reformadores do mercado partiram de uma feliz suposiçom paralela, segundo a qual os consumidores, os poupadores e os investidores promoveriam o crescimento económico actuando com pleno conhecimento e cabal compreensom das dinâmicas em acçom. Mas a mao invisível terminou resultando em fraude contábil, empréstimo hipotecário podre, informação privilegiada e fracasso em controlar os crescentes gastos da dívida conforme a capacidade dos devedores para pagar. É todo este caos, aparentemente legitimado por alguns modelos de comércio eletrónico, como o Lehman Brothers  socorrido pelo Tesouro dos EUA.

Um outro artigo, sobre a reforma da Consittuiçom de Héctor Rodríguez Vidal e Antom Fente Parada foca também na tónica de Hudson os dogmas da teologia ultraliberal. Num mundo em que o proteccionismo é a practica geral dos estados mais poderosos é claro que os postulados económicos realmente vigentes nom som os do liberalismo clássico, nom o som senom para os países geralmente mais depauperados. Capitalismo para os pobres, socialismo para os ricos.  Nom houvo límites para a acumulaçom de riquezas nem para que os poderosos puderam e podam desenvolver práticas económicas que excluíam à maioria que perde assim a sua liberdade. E entre a constriçom da liberdade e um repasso polas experiências do shock ultraliberal rematam assim o seu artigo: 
Isto é o que leva a acontecer cerca de quarenta anos perante os nossos olhos abúlicos e indolentes, mas perante o ecrám da TV nunca pensamos que fosse a casa do vizinho a que assaltaram os bandidos ou que puidéramos precisar carabinas carregadas com projécteis de sal ou um cam que guardara a porta; pola contra vivemos estupidamente o momento vazio do consumidor eternamente adolescente. Agora somos nós que vamos para o matadouro (presos pola Constituiçom que se cumpre ou respeita segundo parece, como se for lei do costume), e os nossos filhos e netos quiçá (mesmo se ainda nom nascêrom) venham connosco para serem cortados em rendíveis pedacinhos que alimentem a dividocracia e vendam libras da sua carne para pagar as dívidas, como na obra de Shakespeare O mercadder de Venécia (1600). Agora já nom podemos refugiar-nos no facto de ser a miséria alheia que sustenta o nosso nível de vida e nom há soluçom para as injustiças colaterais, pois agora a miséria bate à porta da nossa casa coa mala na mam, com clara intençom de vir morar entre nós. Como dom Quixote lhe dizia ao seu escudeiro: "La libertad, Sancho, es uno de los más preciosos dones que a los hombres dieron los cielos: por la libertad , así como por la honra se pude y debe aventurar la vida". 

 Ao fío do anterior convém lembrar as palavras dum recente artigo de Santiago Alba Rico: "Tenhamos muito cuidado em Europa: ninguém nos vai avisar quando chegue o fascismo nem serquer se vai apresentar -seria absurdo- com esse nome. Tenhamos cuidado: nom vamos reconhecer o nazismo quando regresse porque falará de novo, como entom, de paz e civilizaçom, de valores e normalidade". E todo isso quando a crise apenas parece ter começado para cair ainda num buraco mais fundo. Marcelo Justo adverte para os perigos do sistema bancário chinês algo que Giovanni Arrighi já advertira há mais dumha década ao assinalar que quando existe caos no sistema mundo capitalista a potência emergente vive umha crise no seu epicentro financeiro que gera um crack mundial, sucedeu com a crise da bolsa de Londres quando a Grande Bretanha emergia na cena muncial para detentar a hegemonia face as Províncias Unidas e sucedeu logo em 1929 quando os EUA subsituiam ao Império británico na cena mundial. Boas leituras!.


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"Dois terços da ajuda anticrise foram parar aos bancos": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/01/dois-tercos-da-ajuda-anticrise-foram.html 

"Vías de escape para que os ricos non paguen impostos": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/09/vias-de-escape-para-que-os-ricos-non.html 

Antom Fente Parada: "O nacional-socialismo dos ricos": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/04/166-das-criancas-portuguesas-sao-pobres.html 

Daniel Raventós: "Onde é que estám os ricaços do Reino de Espanha": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/07/onde-e-que-estam-os-ricacos-do-reino-de.html

Susan George: "O livre mercado supom umha luita entre sistema social e tributário": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/04/o-livre-mercado-supoe-uma-luta-entre.html 

George Magnus: "Deem uma chance a Karl Marx!": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/09/deem-uma-chance-karl-marx.html

"Warren E. Buffett pide ao Congreso usamericano que suba os impostos aos superricos": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/08/warren-buffett-pide-ao-congreso.html

Xavier Vence Deza: "Goberno anano, goberno de ananos": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/04/goberno-anano-goberno-de-ananos.html 

"16'6% das crianças portuguesas são pobres": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/04/166-das-criancas-portuguesas-sao-pobres.html 

Tariq Ali: "Londres: por que aqui, por que agora?": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/08/londres-por-que-aqui-por-que-agora.html 

"Resgate das dívidas tem sido bom negócio para Alemanha": http://revoltairmandinha.blogspot.com/2011/07/resgate-das-dividas-tem-sido-bom.html 

19/07/11

dossier - ECONOMÍA [19 - 7 - 2011]

"O orzamento debe equilibrarse, o Tesouro debe ser reaprovisionado, a débeda pública debe ser diminuída, a arrogancia dos funcionarios públicos debe ser moderada e controlado o seu gasto, e a axuda a outros países debe eliminarse para que Roma non vaia á bancarrota. A xente debe apreender novamente a traballar, en lugar de vivir á conta do Estado." 

Marco Tulio Cicerón, ano - 55.

Dados os acontecimentos que sacudiron a Eurolandia nos últimos días e no risco inminente de quebra e intervención da troika no Estado español (que se efectivará probabelmente despois das eleccións xerais) o Grupo de Traballo da Mocidade Irmandiña achegamos um dossier com chaves para introducírmonos na economía e para interpretar o que acontece neste inicio dunha nova depresión, aínda máis profunda, dentro do ciclo destrutivo iniciado no sistema-mundo capitalista em 2008.
 Esta crise foi analizada sinteticamente por Xosé Manuel Beiras en "Brañas e a crise que non cesa" (I, II, III, IV e V) e dun xeito atractivo e moi levadeiro no documentario Inside Job.

Un sistema que asiste a "unha perda de confianza" sen precedentes como aponta Leonardo Boff e que os marxistas veñen denunciando desde a irrupción da utopía reaccionaria ultraliberal:
 
Estamos nos confrontando com esse dilema: ou deixamos as coisas correrem assim como estão e então nos afundaremos numa crise abissal ou então nos empenharemos na gestação de uma nova vida social, capaz de sustentar um outro tipo de civilização. Os vínculos sociais novos não se derivarão nem da técnica nem da política, descoladas da natureza e de uma relação de sinergia com a Terra. Nascerão de um consenso mínimo entre os humanos, a ser ainda construído, ao redor do reconhecimento e do respeito dos direitos da vida, de cada sujeito, da humanidade e da Terra, tida como Gaia e nossa Mãe comum. A essa nova vida social devem servir a técnica, a política, as instituições e os valores do passado. Sobre isso venho pensando e escrevendo já pelo menos há vinte anos. Mas é voz perdida no deserto. “Clamei e salvei a minha alma” (clamavi et salvavi animam meam), diria desolado Marx. Mas importa continuar. O improvável é ainda possível.

Alejandro Nadal fala dunha "Media noite na economía mundial", pois a austeridade conduce ao sistema-mundo capitalista para un beco sen saída e confirma o pronóstico da crise em W que está prestes a vir, unha segunda crise moitísimo máis forte nos centros capitalistas (Xapón, EUA e Eurolandia) e que probabelmente comece no sector financeiro chinés tal e como o crack do 29 (na época da hexemonía británia na fase do declive e, xa que logo, da financiarización e que puxo fin á globalización ordenada polo Imperio británico) comezou en Wall Street, ou sexa, na potencia hexemónica que após o caos da II Grande Guerra (1939-1945) remataría por por orde no sistema-mundo arredor de Wall Street e os acordos de Bretton Woods, dinamitados na crise-sinal da Guerra do Vietnán. Algúns autores, porén, como é o caso de Boff vén nesta a crise terminal do capitalismo porque a súa expansión cada vez máis grande (desde o proto-estado nerlandés, ao estado-continente-imperio norteamericano, pasando polo estado-nación-imperio británico) tópase por vez primeira cunha imposibilidade de orde física: o finito dos recursos do planeta. Marshall Auerback coincide na diagnose no seu artigo "Tempo de pánico" e denuncia que se está xogando para un foxo ao 95% da poboación mundial:
Os governos de vinte e oito países desenvolvidos atuaram de concerto para fazer baixar o preço do petróleo e salvar a recuperação económica mundial. Nestes últimos dez dias, os investidores profissionais, os especuladores e os habituais manipuladores parceiros de viagem conseguiram torcer o braço desses governos, forçando de novo uma alça nos preços do cru. À vista do qual, e do terrível frente de dados económicos procedentes ultimamente da Europa, melhor fariam esses governos em procurar de novo uma via para evitar a especulação sobre os preços dos alimentos e dos combustíveis: caso contrário, a Grande Recessão, Segunda Parte, aguarda-nos à volta do canto.

Xavier Vence é igualmente crítico cos economistas ortodoxos e ataca implacabelmente a austeridade, como o seu artigo máis recente, "Os economistas e a Eurocrise" demostra. Aliás, achega alternativas e medidas concretas para frear a situación, revelando máis unha vez que a saída á crise non é unha cuestión de "apretar o cinto" senón que require unha saída POLÍTICA que só pode darse fóra dos círculos do bo-senso da dereita e o social-liberalismo. É por iso que Ignacio Ramonet fala de "Unha esquerda descarriada". A economía ortodoxa é destrozada por Alejandro Nadal en "O acordar dos magos". Para Antom Fente "A  ortodoxia ultraliberal conduce o Reino de España para o abismo", especialmente con instrumentos tan surrealistas como os credit default swaps ao servizo do fascismo financeiro. De Xavier Vence recomendamos ver tamén "Austeridade ou radicalización". 
A potencia en declive, os EUA, atópanse nunha situación cada paso máis complexa e coas axencias de calificación, instrumentos do terrorismo financeiro, atacándolle por vez primeira, cando os seus "fundamentos económicos" están cada vez máis desgastados e a economía real perde competitividade ao tempo que cae o emprego e o consumo. James Petras analiza como as guerras imperialistas do imperio em decadencia non fan máis que aumentar os problemas da potencia hexemónica e como á URSS de finais dos oitenta imposibilítalle soster o binomio "canóns e manteiga" á vez que ameaza a mesma base da súa economía. É xa que logo, a plasmación da loita de clase onde uns poucos son cada vez máis ricos e a maioría se empobrece, "A millonada dos terroristas e a desaparición da clase media". O diagnóstico de Petras debe completarse coa consideración que fai Giovanni Arrighi no seu libro Adam Smith en Pequín, onde sinala que o grande beneficiado da "guerra contra o terrorismo" non é a potencia en declive (os EUA) senón a potencia en ascenso (China) tal como aconteceu coas guerras liberadas pola Grande Bretaña na etapa financiarizada da súa hexemonía: 
En 1974, o un por cento máis rico de Estados Unidos obtiña o 8 por cento da renda nacional, pero no ano 2008 acaparaban o 18 por cento da renda nacional. E a maior parte dese 18 por cento está en mans dun minúsculo un por cento multimillonario desoutro un por cento inicial; ou, o que é o mesmo, do 0,01 por cento da poboación estadounidense (Financial Times, 28 de xuño de 2011, p. 4, e 30 de xuño de 2011, p. 6).

[...] 

Mentres que os multimillonarios saquean as arcas e intensifican a explotación da man de obra, o número de postos de traballo cunha remuneración media descende en picado: entre 1993 e 2006 desapareceu máis do 7 por cento de empregos de remuneración media (Financial Times, 30 de xuño de 2011, p. 4).
 
[...]
 
Entre os anos 1970 e 2009, mentres se duplicaba o produto interior bruto, o salario medio estadounidense estancouse en termos absolutos (Financial Times, 28 de xullo de 2011, p. 4).

Robert Reich propón como mecanismo de enfrontar o déficit e ampliar o gasto público para reactivar a economía subir a taxación aos ricachóns, que tamén liscan do fisco e se ocultan con moita fortuna no Reino de España, como Daniel Raventós demostra, e sen que o social-liberal goberno de Zapatero (nin moito menos o seu primeiro mentor e agora sucesor - o que son as cousas - Rubalcaba) vaia facer nada para mudalo. 
En Xapón Fukushima afectará seriamente a grande débeda do Estado nipón e confírmase que é o pior accidente nuclear da historia da humanidade, superando con bastante a Chernobil, a pesar do cómplice silencio da prensa occidental. 
Em Eurolandia (con 43 millóns de persoas en risco de probreza alimentar), o bo senso ultraliberal tamén destrúe a economía real e ameaza ao bastardo da burguesía europea: o euro. Para Ana Paula Amaral e José António Dias "O euro vai desmoronar":

o euro foi uma tentativa de unificar os interesses distintos e por vezes contraditórios das várias burguesias europeias face ao imperialismo americano sob a direção da Alemanha e da França. A adoção desta moeda única significou a perda de soberania nacional na emissão de moeda – foi o Banco Central Europeu (BCE) que passou a deter essa prerrogativa – e a imposição de critérios comuns para os défices orçamentais (exigindo-se que não ultrapassem 3% do PIB em cada país) e para as dívidas públicas (que não podem ser superiores a 60% do PIB). 

[...]

Não é a UE uma união das burguesias europeias contra os trabalhadores europeus? Não tem sido uma máquina de guerra contra os direitos sociais e laborais de quem trabalha ou trabalhou? Na verdade, a desagregação do euro e da UE poderia até dar mais força à luta dos trabalhadores contra o capital, que agora estaria mais fraco e, como tal, fragmentado. 

Pouco importa, no entanto, isto aos "grandes" que vendem austeridade para o peixe pequeno enquanto seguem a investir com força no complexo industrial-militar, também em Grécia e Portugal. Precisamente o estado heleno e a súa dívida odiosa son analizados no excelente documentario "Debedocracia" que enterrou e substitúe a democracia. No caso portugués a banca española foi a grande beneficiada ao tempo que as probas de stress no Estado español son unha alavanca máis da bancarización das caixas e un alimento para os que especulan e atacan a débeda do Estado español. Eurolandia, así, nestas crises vive "no conto de nunca acabar", que como ben sabedes, era o conto do "boa pipa".

12/06/11

Revólta-te! [13-6-2011]

"A história da sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes", Karl Marx.

INTERNACIONAL
Em Grécia continuam os protestos populares enquanto todas as medidas de austeridade só vão encaminhadas a ajudar ao grande capital, principalmente o alemão. Nas eleiçoes portuguesas a vitória da direita deixa-nos um panorama desolador. tiglitz deixa às claras que a política da austeridade condena a Europa a uma voragem que tragará o futuro de gerações inteiras. A OXFAN de por parte põe o dedo na ferida alertando da gravíssima crise alimentar provocada pela especulação.

A Eslovénia celebrou um referendo em que o povo diz não à reforma na idade de aposentação. Também o governo grego admitiu a celebração dum referendo às reformas estruturais. No entanto, Joseph Halevi adverte que a especulação nos mercados a futuros pode provocar uma nova e ainda mais funda crise económica que se une à alimentar.

Immanuel Wallerstein analisa o Imperialismo denominando os EUA como o valentão mais perigoso do mundo. Também  publicamos um artigo sobre energia e geopolítica que podeis ler aqui.

GALIZA
Toni Negri fala das revoltas do 15-m no Estado espanhol. Vicenç Navarro incide mais uma vez nas causas políticas da crise e como sair dela, num excelente artigo. O irmão Antom Fente reflexiona sobre o rascunho de Real Decreto que se acaba de conhecer e que regulará o ingresso de novos docentes no sistema de ensinança público. O artigo complementa-se com um outro artigo de Valerio Arcary sobre a educação em Brasil.  Xoan Hermida fala do espírito de Kruchev num artigo duma fundura notável.

CULTURA
Xosé Manuel Beiras traz-nos uma lembrança de Ricardo Carvalho Calero que recomendamos vivamente (aqui). Pela sua banda, publicamos uma análise do mito de Prometeu na história do marxismo e do leninismo que podeis consultar aqui.


ENCONTRO IRMANDINHO
Já podeis ver o vídeo da rolda de imprensa do Encontro Irmandinho anunciando a convocatória dum ENCONTRO ABERTO, que se celebrar-se-á o vindouro 18 de junho.
Lembrar-vos que já temos disponível uma versão do blogue À Revolta entre a mocidade para acederdes desde o vosso telemóvel aos nossos conteúdos principais.

Cumprimentos dos editores do blogue. Boa semana e melhor leitura.

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ENCONTRO IRMANDINHO EM FACEBOOK: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002405789117#!/profile.php?id=100002405789117&sk=wall

FORO DO ENCONTRO ABERTO: http://www.foros.gl/viewtopic.php?f=19&t=141

07/06/11

Revólta-te! [7-6-2011]

- Vai lá dizer-lhes que acabou esse constume atrasado de se discutir para tudo e para nada. Quem manda agora sou eu, jac-jac-jac. Já está decidido que vão cabar o furo, pronto. Jac-jac-jac! Pepetela: A montanha da Água Lilás. Fábula para Todas as Idades (2000).

Com certo retraso procedemos à confeiçom do nosso resumo semanal no meio da maré dos indignados e depois da ressaca eleitoral. Na Galiza venhem de lançar-se desde a sociedade civil duas interessantes propostas. A primeira é a Declaraçom Galega de Soberania e a segunda a Iniciativa Bencomún.

15-M

Após a brutal actuaçom repressiva em Barcelona, Daniel Raventós analisa os espectaculares resultados de Bildu e as mobilizaçons do 15-M num contexto em que Eurolándia vira para a direita a pesar de que em Islándia se vai incausar ao primeiro político pola sua responsabilidade na crise do sistema-mundo iniciada em 2008. G. Buster fai também umha análise da devacle do PSOE no contexto das mobilizaçóns do 15-M e as conseqüências do mal menor. A tal efeito convém também ter presente o que Gramsci dizia sobre o mal menor.

Antoni Domènech opom as justas demandas da mocidade de todo o Estado face ao programa reaccionário e fascista dos partidos dinásticos da II Restauraçom Bourbónica. Atílio Borón compara os indignados com a comuna de París.

A nível do Estado espanhol, Jorge Pérez Árias alerta das desvatoras conseqüências da nova reforma laboral que promove a Troika em conivência com o governo do tándem Rubalcaba-Salgado e que podedes ler aqui. Neste sentido, Vicenç Navarro volta mais umha vez lembrar-nos que vivemos umha autêntica luita de classes e nom simplesmente os "caprichos dos mercados". Umha luita de classes onde, como nos di o director de Altermundo, Manoel Santos, os "xenoba boys" som os máximos representantes do novo fascismo  e, já que logo, resulta eloqüente a carta aberta ao cidadao Botín do irmao Raul Asegurado Pérez.

Internacional

A privatizaçom da auga responde a nova ofensiva de encloussers do ultraliberalismo para rematar com todo o público. Neste artigo analisa-se a guerra da auga em França e novas ofensivas privatizadoras estám em marcha nom só na Galiza, mas também em Portugal, Hungria... Outro bem comum ameaçado é a educaçom, sendo os EUA um bom indicador de até onde chega o acoso e derribo sobre esta como deixa claro o seguinte artigo.

De muito interesse também é umha entrevista que reproduzimos de Álvaro Garcia Linera, o máximo intelectual do governo de Evo Morales e cuja leitura pode dar várias chaves sobre os passos que convém dar na Galiza e ver onde e por quê em boa medida fracassou o BNG na última década. Boaventura de Sousa Santos falava das eleiçons em Portugal, onde com umha altíssima abstençom o PCP resistiu, o Bloco de Esquerdas sofreu umha forte queda e o PS erigiu-se como esse mal menor que permitiu à vontade a chegada da direita mais rança e cumpriu os desejos da Troika. Umha Troika ou nova divinade que nom é mais que a nova faciana da arrogáncia do Imperialismo sob a camuflagem da globalizaçom.

O nacionalismo na encrucilhada

Sobre os resultados eleitorais som vários os artigos e as comunicaçons que tem feito o Encontro Irmandinho. O EI valorou negativamente, frente a moderaçom satisfactória da direcçom do BNG, os resultados das municipais onde por vez primeira umha fulgurante queda livre do PSOE nom veu acompanhada dumha subida do BNG. A reacçom do Conselho Nacional do BNG, celebrado o sábado após as municipais, foi abrir um processo de reflexom, se bem corre o risco de ser umha simples operaçom cirúrgica vertical que desbote um processo de reflexom horizontal de cara a vindoura assembleia nacional do BNG que pode celebrar-se no Outono. Já que logo, perante interpretaçons interessadas o EI sublinhou quais foram os acordos reais do Conselho Nacional, como fica claro aqui e, por sua vez, laçou um ENCONTRO ABERTO que procura ser umha primeira pedra de toque na reflexom horizontal e na regeneraçom ou morte do BNG.

Xoan Hermida transmite-nos três apontamentos pós-eleitorais cheios de força. O irmao Martinho Noriega, alcaide releito de Teu, partilhou com nós as suas reflexons em "Fórmulas e mesías" e outras vozes falam de nova rota ou cissom.

O Beiras
O porta-voz nacional do Encontro Irmandinho achega-nos dous artigos que nom tenhem perda e focam o agro, esquecido ainda nas mobilizaçons da mocidade galega ainda quando a soberania alimentar é um piar fundamental para a liberdade dos povos. No primeiro fai umha dedicatória a Lídia Senra polo reconhecimento social com o  que recentemente foi galardoada. No segundo resgata da sua portentosa memória o seu encontro com o ecossocialista Michel Löwy.


Boa semana e melhor leitura. Umha aperta irmandinha

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25/05/11

Revólta-te! [25 de maio de 2011]

Semana intensísima, entre a "explosión democrática" das protestas de maio e as eleccións municipais, que nos obrigou a adiar dous días o resumo da semana.

Sobre as mobilizacións de maio de 2011:

- O Encontro Irmandiño rexeita a decisión da XEC e solidarízase coa xente indignada.

- "Sete ideas sobre Democracia Real Xa!" 

- Carlos Taibo, "Palabras para o 15 de maio".

- David Rodríguez, "O nacionalismo galego e Democracia Real Xa".

- Xavier Vende, "Hai alternativa ao malestar".

- Santiago Alba Rico, "A Qasba en Madrid".

- Xosé Manuel Beiras, "É un disparate prohibir unha explosión democrática". Vídeo de Beiras sobre as mobilizacións de maio de 2011.

- Entrevista a José Luis Sampedro en 59".

- Román e Julio, dous xubilados na Porta do Sol en Madrid.

- "Desemprego xuvenil, protestas sociais e austeridade fiscal ultraliberal no Reino de España". Entrevista a Antoni Doménech.

- Lanzamento da idea dun movemento galego: "Mexan por nós e quérennos dicir que chove". Onte publicábase o seu primeiro borrador de propostas de acción.

Sobre as eleccións da gran abstención e a victoria do PP, nas que o nacionalismo galego caeu nas cidades, excepto en Pontevedra, e tivo resultados desiguais no resto da Galiza, acadando en xeral un 16,52% dos votos. [Ver aquí a valoración do BNG.] Son tamén as eleccións nas que Bildu se converte en primeira forza política vasca en número de concelleiros e segunda en votos despois do PNV.


- Xoan Hermida, ¿Que están a pensar un millón de persoas?
 
- Do Blog Mar do Orzán, Fagamos algo novo.

- Martiño Noriega, "O BNG debe volver ser a casa común do nacionalismo".

Protestas tamén na Grecia, que leva un ano revoltada, sobre o que achegamos un artigo de Hara Kouki, "A xeración condenada na Grecia". "Millares de persoas concéntranse en Atenas no día da folga xeral".
De Marshall Auerback tomamos un artigo sobre "O perigoso mito da solvencia dos bancos".

Sobre o ensino:

- "As matrículas universitarias subirán entre o 3,6 e o 7,6 % para o curso 2011 - 2012".

- "Salaburu, Bolonia e os malos entendidos".

- Dos mozos Antom Fente e Héctor Rodríguez: "Adeus à educaçom inclusiva".

Beiras remata a serie: "Brañas e a crise que non cesa".

Boa lectura e indiganción.

16/05/11

Revólta-te! [16 - 5 - 2011]

De Carlos Taibo tomanos o artigo De Sortu a Bildu: concellos democráticos?

"... que outra cousa cabería esperar que fose Sortu senón unha forza política continuadora de Batasuna e do seu mundo? Tería algún sentido que xurdise da nada, de tal sorte que Batasuna seguise pervivindo como tal, manténdose nas súas trece? O que constitúe unha novidade notabilísima, e para ben, é precisamente o feito de que quen ampararon durante moito tempo a violencia de ETA se amosen nestas horas manifestamente dispostos a afastarse daquela. O interesante é, noutras palabras, que efectivamente Sortu, e os militantes desta presentes nas listas de Bildu, proceden de Batasuna e non deixan marxe para a dúbida no que se refire ao cambio operado dentro desta última. Unha mudanza, dito sexa de paso, que con toda certeza se realizou non sen conflito, isto é, non sen a derrota de quen porfiaban en manter as regras do xogo do pasado."
"... sobran as razóns, polo demais, para afirmar que Sortu cumpriu co que durante anos esixiron os promotores da lei de Partidos, algo que converte en moderadamente sorprendente a conduta presente da abafadora maioría dos defensores desta última. Parecera coma se aos ollos destes calquera persoa que manteña no pasado algún vínculo con Batasuna estivese condenada para sempre. Menos mal que o voto é secreto, porque algún destes adaíles da ben podería sentir a tentación de retirar o dereito correspondente a quen apoiou no pasado á antedita Batasuna."

Esta semana o independentista SNP gañaba as eleccións en Escocia, que ten entre as súas promesas electorais a celebración dun referendo de independenza.

Da morte de Bin Laden seguen aparecendo interesantes reflexións, coma a de Noam Chomsky.
 
"Poderiamos perguntar como reagiriamos se uns comandos iraquianos aterrizassem na mansão de George W. Bush, o assassinassem e lançassem seu corpo no Atlântico. Sem deixar dúvidas, seus crimes excederam em muito os que Bin Laden cometeu, e não é um "suspeito", mas sim, indiscutivelmente, o sujeito que "tomou as decisões", quem deu as ordens de cometer o "supremo crime internacional, que difere só de outros crimes de guerra porque contém em si o mal acumulado do conjunto" (citando o Tribunal de Nuremberg), pelo qual foram enforcados os criminosos nazistas: os centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados, destruição de grande parte do país, o encarniçado conflito sectário que agora se propagou pelo resto da região."

Unha reflexión de Mauricio Santoro sobre a forma de medir o desenvolvimento humano, pondo como exemplo as potencias asiáticas ascendentes: China e India.

De Luis F. C. Nagao tomamos un artigo sobre a situación do pobo mapuche. Dende 1998 as accións mapuches pola reconquista das súas terras xa "conseguiron ocupar 17 mil hectáreas antes ocupadas por empresas foráneas". Para loitar contra este movemento de resistencia, aplicáronse contra os mapuches leis da época de Pinochet para condenalos con sentencias exemplares, usando mecanismos xurídicos sen garantías, coma o recurso ás testemuñas anónimas, "que non poden ser cuestionadas pola defensa, mais cuxo testemuño a acusación usa como proba".

""A resistência é resposta às contínuas pressões que os Mapuches – um dos oitos povo nativos do Chile – continuam sofrendo, 500 anos após a chegada dos europeus. Há décadas, a política econômica prioriza a exportação de matérias-primas. Para expandir a exploração de madeira e minérios (cobre, especialmente), as duas principais fontes de divisas, empresas avançam sobre as terras dos povos originais. Sua auto-defesa foi criminalizada, segundo conta a socióloga Ariane Chenard. Policiais militares que cometem violência e morte contra mapuches têm permanecido impunes."
"Mapu-che literalmente quer dizer “pessoa da terra”. Na prática significa povo humilhado e oprimido. ... Uma ofensiva armada contra eles 1883 reduziu seu território de 10 milhões de hectares para 500 mil. Foi chamado de “Guerra de Pacificação".
Nos anos setenta, a reforma agrária de Allende melhorou um pouco a situação. Porém, o governo de Pinochet liberou a invasão das empresas florestais. ... uma “lei indígena” criou, em 1993, a Corporação Nacional de Desenvolvimento Indígena (Conadi). Mas na prática, a situação não melhorou. A falta de meios de investimentos fez com que somente 375 mil hectares fossem regularizados. Sempre, terra de má qualidade.
Ao mesmo tempo, deu-se extraordinário avanço da atividade florestal – especialmente, com as famílias Matte e Angelini, que exportam celulose ao Japão e que detinham juntas 2,6 milhões de hectares, em 2006. Diante desse quadro muitos mapuches deslocam-se para as cidades em busca de empregos, quase sempre desqualificados. Muitos homens são obrigados a trocar de nome, evidência do processo de aculturamento e a discriminação presente na sociedade chilena. "

 

De Alexandre Banhos Vidal, un artigo sobre "o resgate de Portugal".
 

09/05/11

Revólta-te! [9 - 5 - 2011]

Na semana en que o Imperio decidiu resucitar, máis que matar, a Bin Laden - xa estaba "morto" despois das revoltas árabes, como dicía Xoan Hermida en Galiza Ecosocialista - son varios os artigos que colgamos sobre a cuestión:  A morte e Bin Laden, de Martin Granovsky, Como os Estados Unidos criaram Bin Laden, de António Martins, unha entrevista a Robert Fisk sobre "a morte irrelevante do icono de Al-Qaeda" e unha reflexión de Tariq Alí: Quem lhes disse onde estava?

Esta tamén foi a semana na que Fatah e Hamas asinaron un acordo histórico para Palestina no Cairo.

A catástrofe nuclear de Fukushima segue a xerar debate entorno á cuestión enerxética. Michael Löwy, en Fukushima: outro mundo é posíbel, reflexiona sobre a inseguridade das nucleares e a necesidade dun mundo con menor consumo enerxético, o que significa, ineludíbelmente, rematar co capitalismo.
Os nucleócratas –unha oligarquía particularmente obtusa e impermeábel– pretenden que a fin do nuclear significaría a volta á vela ou á lámpada de aceite. A verdade simple é que só o 13,4% da electricidade mundial é producida polas centrais nucleares. 
O capitalismo non pode limitar a súa expansión, e por conseguinte o seu consumo de enerxía. E como a conversión ás enerxías renovábeis non é “competitiva”, pódese prever unha nova e rápida subida das emisións de gas con efecto invernadoiro. O primeiro paso na batalla socioecolóxica por unha transición enerxética é o rexeitamento a ese falso dilema, desa opción imposíbel entre unha fermosa morte radioactiva ou unha lenta asfixia polo quecemento global.

Por outra banda, achegamos un artigo de Manuel Casal Lodeiro, De Fukushima a Olduvai, sobre a posibilidade dun fallo progresivo das redes eléctricas, por falta de enerxía procedente dos combustíbeis fósiles, e a catástofe nuclear que isto desencadearía, polo fallo dos sistemas de refrixeración das centrais nucleares.

A aterradora sospeita de que nunha situación de corte xeneralizado da electricidade a un número elevado de centrais en diversos lugares do planeta, poderían xurdir centos de Fukushimas que acabarían liberando gases e líquidos radioactivos en múltiples zonas do planeta, de maneira máis ou menos consecutiva ou simultánea.
Quizais a única maneira de previr o risco dunha fuga masiva de radioactividade debida ao fin da electricidade, fose un proxecto urxente a escala internacional para proporcionar a todas as centrais nucleares activas de sistemas de xeración autónoma de electricidade, o máis duradeiros posíbeis e o menos necesitados de mantemento e reparacións. Requiriría non só un esforzo e unha mobilización importante, senón o que é máis improbábel: un acordo político que recoñecese o risco derivado da fin da civilización industrial. É dicir, non só tería que recoñecerse a nivel internacional que o petróleo entrou nun declive irreversíbel que arrasará o noso actual tecido socioeconómico como un auténtico tsunami, senón que deberiamos aceptar que unha sociedade movida por electricidade renovábel é xa imposible a escala planetaria. 
 
Sobre as catástrofes naturais, en aumento debido ao quecemento climático, colgamos unhas relfexións Nielmar de Oliveira.
 
O número de desastres naturais tem aumentado ano a ano. E a questão é saber se as economias dos países afetados vão crescer o suficiente para ajudar as pessoas a não ficarem tão expostas a tragédias ou mesmo minimizar os feitos dessas catástrofes.

Para evitar todas estas ameazas, Carlos Taibo propón o Decrecemento.


No Estado Español, vivimos a exclusión de participar nas eleccións da coalición Bildu - finalmente autorizada polo TC -, con argumentos tan demenciais coma sobre os que se ironiza neste artigo, Contaminacións, e do candidato do BNG en Arzúa, Xaquín García. 
A Sentencia do Tribunal Supremo anulando as candidaturas de Bildu confirma o "estado de excepción" creado coa reforma da Lei de Partidos Políticos e a de Réxime Electoral Xeral. 
Os efectos das antidemocráticas leis chegaron tamén ao noso País coa exclusión do candidato do BNG en Arzúa, o compañeiro Xaquín García Couso, como consecuencia de irregularidades do anterior alcalde do PP e sen que haxa aínda condena firme. 
So o Tribunal Constitucional poderá remediar o atropelo que se comete contra a democracia cando as leis e os tribunais dan valor de firme a unha condena que non o é ou constrúen a xustificación para privar a milleiros e milleiros de cidadáns vascos de participar nas eleccións, sobre da base dun relato da fiscalía e da avogacía do estado máis parecido aos certificado de boa conduta do franquismo que ás probas que nun estado de dereito fundamentan unha privación de dereitos. 
De prosperar tropelía antidemocrática do PP e do PSOE, estabelecerase o precedente de que unha decisión política amparada por un tribunal decide quen pode participar ou non na democracia española e certificará a fin do pluralismo político que con tanta solemnidade consagra a Constitución (Encontro Irmandiño).
 
Beiras rematou esta semana a serie de artigos Brañas e a crise que non cesa, onde analiza a similitude da crise en curso coa crise finisecular que analizara Alfredo Brañas en 1892, tratándose ambas de "crises de hexemonía" da maior potencia mundial - Gran Bretaña a finais do XIX, os USA a finais do XX -.

O fenómeno da chamada "financiarización"" non é de ningún xeito peculiar da crise actual: lonxe diso, é característico da potencia hexemónica en declive, precisamente na etapa de crise da sua hexemonía e correlativamente á sua perda da hexemonía na esfera da produción -ou sexa, na economía real. 
Outras lecturas interesantes desta semana: Naomi Klein, Boaventura de Sousa Santos, ou Samuel Faber, cun diagnóstico da situación actual.

02/05/11

Revólta-te! [2 - 5 - 2011]

"Onde há satisfaçom, nom há revoluçons"
Confúcio
Irmá, irmao, caros leitores.

O compéndio semanal da nossa andaina (e teima) polo pensamento vivo e crítico dos nossos tempos arrinca com o maior intelectual vivo, Avram Noam Chomsky. Num sensacional e pedagógico artigo fala dum mundo demasiado grande para falir, em retranqueira alusom à metafísica economia ultraliberal:
"(...) o desemprego real acha-se a níveis da Grande Depressão para boa parte da população, enquanto Goldman Sachs, um dos principais arquitetos da presente crise, é mais rico que nunca. Acaba de anunciar a cifra de 17,5 mil milhões de dólares em conceito de remuneraçones para os seus executivos no passado ano, e o presidente do seu conselho de administração só em conceito de bonos, receberá 12,6 milhões de dólares, o seu salário base triplicará-se.
[...]
Enquanto o grosso da população se mantenha passiva, apática, entregue ao consumismo ou ao ódio contra os vulneráveis, os poderosos do mundo poderão seguir fazendo o que lhes venha em ganha, e aos que sobrevivam a isso não ficar-lhes-á senão contemplar o catastrófico resultado".

Continuamos com um outro artigo que adverte, depois dumha funda análise e demoradas reflexons, de que estamos no que Samir Amin denominou o "capitalismo senil" cuja única saída observável é a velha disjuntiva entre "socialismo ou barbárie", quer dizer, entre um um socialismo libertário que permita o futuro da humanidade ou entre um terrível darwinismo social militarizado. Já hoje som 218 milhons as crianças explotadas laboralmente em todo o mundo. Há motivos, contodo, para a esperança e para o "optimismo da vontade", já que "à medida que a crise se aprofunde, que as debilidades do capitalismo periférico se tornem mais visíveis, que as bases sociais internas das burguesias imperialistas se deteriorem e que o desespero imperial se agudize, a vaga popular global já em marcha não terá outro caminho senão o da sua radicalização, sua transformação em insurreição revolucionária". O artigo remata de jeito contundente: "quando visionamos o percurso futuro do declínio civilizacional em curso, a profunda degradação do mundo burguês, o seu caminhar para a barbárie antecipando crimes ainda maiores, então a globalização da insurreição popular aparece como o caminho mais seguro para a emancipação das maiorias submergidas, o que é também a sua única possibilidade de sobrevivência digna".

No caos do sistema-mundo actual nom convém perder de vista o provavelmente núcleo artelhador da próxima reordenaçom sistémica, a China. Michael R. Krätke analisa o XII Plano Quinquenal chinês aprovado recentemente polo Partido Comunista. A sua aposta pola energia verde (da que já falamos em semana passada) parece que pode ser o início dumha certa reactivaçom da economia real, mas também início dumha nova possível bolha. Neste sentido perguntamo-nos se o papel que pode jogar este "capitalismo verde" nom é semelhante ao da informática no seu dia...

Há um ano agora da intervençom do FMI na Grécia. Longe de algumha melhora o que vemos de dia para dia é umha degradaçom absoluta da economia, umha depauperaçom das gentes do comum e
um assalto contínuo do monstruo de lama e fogo que é o capitalismo. Noutro local próximo a nós, Palestina, enxerga-se um entendemento e acorto entre Hamas e Fatah e Walden Bello foca as revoltas árabes.

No que atinge a Galiza, a cifra de desempregados atinge níveis dramáticos ao tempo que a nossa naçom converteu-se em
campiona na destruiçom de emprego. Vicenç Navarro analisa num brilhante artigo a situaçom da classe trabalhadora. No eido educativo, dous integrantes do grupo de trabalho de mocidade analisam os perigos da "livre eleiçom" dos pais no eido educativo, ençateda com o Decreto de Plurilingüismo e agudizada agora com a Lei de Convivência.

Beiras continua em Galicia Hoxe com o limiar do livro de Branhas publicado recentemente. Nesse mesmo jornal sai umha interessante entrevista a Carlos Taibo, que defende o decrescimento. Para finalizar, reproduzimos umha análise brasileira do filme Inside Job e umha resenha do novo livro do filósofo esloveno Slavoj Zizek que podedes ler aqui. Um alegato à esperança para dizer com o Carvalho Calero aquilo de "esperamos contra esperança" porque a história tem que ser, efectivamente, rectificada. Nessa direcçom podem apontar movimentos como o da geraçom à rasca e os seus homólogos no Estado e na Galiza, lévedo quiçais dumha resposta cidadá.

Boa leitura, melhor semana!

25/04/11

Revólta-te! [25 - 4 - 2011]


Nesta semana de folganza - non para tod@s, infelizmente - seguimos a recopilar reflexións sobre a cada vez máis grande concentración da riqueza en poucas mans, definida nun artigo de Mike Whitney en termos de loita de clases, coa inquietante pregunta: adiviñan quen vai gañando?, onde se analizan os desastrosos efectos da inflación para a clase traballadora:

"... os gastos dos consumidores baixaron, xa que a comida e a enerxía restan unha porción maior dos seus salarios. Despois de tomar en conta a inflación, o consumo persoal aumentou só 3%, mentres que o ingreso real caeu a 1%."
"Bernanke (presidente da Reserva Federal dos USA) di que non debemos preocuparnos polos altos prezos, porque a inflación subxacente aínda é baixa (preto de 1%). Iso é fácil de dicir para alguén que xamais encheu un tanque de gasolina na súa vida, pero para todos os demais a inflación é un asasino que obriga a recortar gastos ou a contraer máis débeda."
"... os gaños  provintes da produtividade laboral irán parar aos petos dos executivos..."
" Preto de 40% do gasto dos consumidores (nos USA) é xerado polo quinto de fogares máis ricos."

Pregúntase o autor se eses que acumulan a riqueza a están a reinvertir en dinamizar a economía estadounidense. Pois non: "Están a intercambiar bens de papel entre eles para estafar ao mercado e así poder deixar aos seus fillos malcriados mil millóns de dólares máis antes de morrer. "

Por todas as partes os beneficios dos inversores aumentan mentras diminúen as rendas e dereitos da clase traballadora, como vimos a semana pasada co recurte de persoal proposto por Telefónica mentras obtén ganancias de miles de millóns de euros ou no reparto de 2.200 millóns de euros entre os accionistas dos máis potentes bancos españois. O que sucede é case pornográfico, por evidente roubo á xente traballadora:

" Cando a recesión golpeou, os negocios despediron a millóns de traballadores, esixindo ao resto que cubrise co seu traballo a diferenza: o que, en moitos casos, fixeron. A produtividade aumentou un 3,9% en 2010, mentres caían os custos laborais"


O mozo irmandiño Antom Fente analiza esta situación de crise para os de abaixo e o Estado ao servizo dos ricazos no artigo titulado elocuentemente "O nacional-socialismo dos ricos".

"No Reino de Espanha a metade dos dez milhons de pobres existentes  já nem sequera podem mercar menzinhas ou outros tratamentos (53.000 famílias) e quatro de cada dez pessoas com um ordenado anual inferior a 8.000 euros passou fame na última década. Sessenta mil menores de idade passárom fame frequentemente porque nom podem cear nunca e nem sempre tenhem garantida umha refeiçom diária. Um terço destes milhons vivem em menos de quinze metros quadrados (34.000 famílias)."
"O socialismo dos ricaços só fai inçar e inçar cada vez mais a expropriaçom da maioria com a que socializam as suas perdas e com a que  partilham cada vez menos dos seus ganhos ao tomarem por assalto os estados para que apliquem políticas fiscais laxas e regressivas."
"No Estado espanhol acarom dos dez milhons de pobres estám as fortunas do Ibex  que cobram 1.300 milhons só em dividendos, 14% mais a respeito do exercício anterior".

Os paraísos fiscais, onde eses que concentran a riqueza poden eludir impostos, son analizados por David Runciman neste artigo. A mobilidade de capitais e unhas reflexións históricas sobre a moeda internacional son analizadas por Luis Gonzaga aquí.

E sobre o FMI, instrumento de aplicación das políticas que benefician aos grandes capitais, Francisco Louça advirte aquí que aplicar as medidas do FMI en Portugal "contribui para a recessão e conseguirá a bancarrota".

Susan George, fundadora de ATTAC e autora do Informe Lugano, analiza a crise en curso nunha entrevista tirada da revista Andalucía Solidaria, afirmando que " a elite econômica mundial reunida no Fórum de Davos é o principal ator da crise econômica e financeira".
Como solucións, Susan George propón "socializar os bancos", poñer as finanzas a servizo da biosfera e da sociedade, e non ao contrario, informar ás persoas de como estamos a ser explotadas e establecer "alianças para se defender as consequências do modelo atual".

En canto ás alternativas ao capitalismo, seguimos mirando a Islandia coma unha esperanza, con artigos de Michael Hudson e Paul Krugman: aquí e aquí.

A inxusta distribución da riqueza e a hexemonía do discurso ultraliberal está na base do ascenso da ultradereita en Finlandia ou da Frente Nacional en Francia, mais no Estado español non andamos exentos da ameaza da "vella farsa tráxica", como nos advirte Beiras no seu artigo dominical no Galicia Hoxe.

"O pacto constitucional está rompido por obra dos mesmos actores que foran os seus artífices hai un terzo de século, a soberanía "nacional" cedida á UE e o FMI, os inquilinos do aparello de estado manexados coma monecos de ventrílocuo polo poder imperial e os seus missi dominici, o poder xudicial a facer "mangas e capirotes" dos dereitos cidadáns á marxe de calquer control democrático, a xerarquía católica reinstalada no sectarismo inquisitorial da "cruzada", e o capital financeiro transnacional convirtido en bailleur de fonds dunha metamorfose do nazi-fascismo encarnado nunha ultradereita reacionária e xenófoba disfrazada de popular: a farsa tráxica está servida no "corral nublado" de Max Estrella."


Recuperamos unha ollada sobre Chernóbyl, á luz do accidente nuclear en Xapón, e un artigo que analisa a entrada de China nas enerxías "verdes" entendidas coma negocio.
 “Já representa 50% dos investimentos mundiais totais em energia eólica, e lidera o mundo em investimentos e desenvolvimento em energia solar”.
Convén previrse do "capitalismo verde", tomando, por exemplo, leccións da dexeneración política dos verdes alemáns.

En canto ao "mundo árabe", cómpre lembra que Estados Unidos mantén silencio sobre a represión en Bahrein mentras tamén cala o xornalismo pro-sistema, mentras Ignacio Ramonet ve na blogosfera e redes sociais a esperanza dun novo xornalismo crítico.

Dende a Galiza, dúas reflexións que atinxen aos servizos públicos, ameazados pola onda privatizadora: Manoel Santos, en "Recuperar e reconceptualizar o público", e, no eido da educación, a limitación de prazas no máster de profesorado no sistema público galego. Tamén na Galiza coñecimos os datos do paro na mocidade.


Para rematar a semana, unha reflexión de Lupe Ces sobre a Lei de familia da Galiza, en relación coa constitución húngara, analizada esta neste outro artigo.

Boa semana! 
25 de abril, sempre!